29 de dez. de 2009

Tragédia na Padaria. Refleti e repasso

Pena, que só em momentos de grande dor, velhos ensinamentos fazem sentido.
Pena, que só após perda irremediável e enorme tragédia, é que vamos ficar atentos, como em passe de mágica, nos tornamos solidários, pensativos, chorosos, arrependidos, tolerantes e até condoídos. Será que é algo que já faz parte da natureza humana, agir moralmente correto somente após um grande abalo nas fibras do coração? Porque que é só após? Porque quando estamos felizes, saudáveis, ricos, bonitos e sem a morte a nos espreitar, não tentamos viver moralmente corretos? Ser “Politicamente Correto” é novo, esta na moda e até virou Lei. Ser “Moralmente Correto” é velho, é da época do afonsim, como se diz lá em Nova Ponte, minha terra. - Eu nunca soube quem foi o Sr. Afonso, que em nosso mineirês vira afonsim. Deve ser antigo, coitado, pois quando desejamos dizer que algo é antigo e fora de moda, usamos a expressão afonsin.- A verdade é que agir “Moralmente Correto” é anterior ao afonsin, é milenar, é bíblico, mas, não esta na moda.

É! Agir politicamente correto é uma coisa, e, moralmente correto, é outra. Existe um abismo, uma fresta entre as duas atitudes. Quando qualificamos um ser humano de homossexual, afro descendente, idoso, portador de necessidades especiais e etc., estamos apenas agindo como bons cidadãos aos olhos de outros cidadãos, e porque agora é Lei, só isto. E lá no fundo? E lá em nosso coração? Será que gritando “viado miserável” realmente aliviaria nossa ira? No meu coração, vou falar por mim, que sei muito de mim: Sim, já houveram ocasiões que fui agredida e caluniada e eu realmente gostaria de ter gritado “viado miserável”, “ loura biscate”, “negão f d p” e outros. Não gritava, tinha medo do xilindró. Não gritava, mas pensava, ah! Como pensava. Hipócrita! Voltava para casa com aquela sensação ruim de quem perdeu a batalha, remoia aquele fato, contaminava meu organismo com o fel expelido, já explicado pela ciência. Coitados dos meus, na intimidade do lar, longe dos gambés, sobravam para eles as grosserias que o politicamente correto me impedia de fazer na rua. Hipócrita!

Mas, após várias tragédias e perdas irremediáveis, consegui ver uma ligação dos meus atos com minhas dores. Sim, dei um passo, pequenino, mas já é um passo na escala da evolução moral. Temos que ser brandos de coração, serenos por natureza e tolerantes todo o tempo. Temos que relevar as ofensas, não fomentar a discórdia, não esclarecer a calúnia, não valorizar uma fofoca e muito menos vingar agressões. Esta é minha receita de felicidade, e, acreditem, ela funciona. Parece muito simples, é simples mesmo, mas se aplicada com disciplina, que no início será difícil, tudo vai ficar parecendo que a gente é pateta, engole sapo etc., mas, depois verá que não é nada disto. A coisa se torna grande, rotineiro e automático. Parece que ficamos mais leves, passamos a conseguir da vida benefícios, que antes nos eram raros, os olhos da gente ficam mais redondos e meigos, as boas idéias nos vem com mais freqüência e passamos a ser mais agradáveis perante aos olhos dos outros, e isto, nos faz automaticamente, sinceramente de coração, politicamente corretos. Não é pratica esta receita? A vida melhora muito, dores e tragédias diminuem, e passam a acontecer, apenas aquelas que estão previstas em seu destino, ou seja, poucas.
Estou ainda na caminhada e na luta para melhorar. Às vezes tenho recaídas, meu lobo mal aflora, mas antes de fazer um estrago, reajo, reflito, vigio e oro.

Abaixo compartilho com vocês algumas palavras de dois seres maravilhosos, que nas horas de desespero e muita dor, lia para meu alívio e socorro, e que me fizeram pensar em meu modo de agir e, como este afetava minha vida:

“ - A paciência não é um vitral gracioso para as suas horas de lazer. É amparo destinado aos obstáculos do dia a dia;

- Pense muito, antes da discussão. O discutidor, por vezes, não passa de estouvado;

- Os outros colhem os frutos de nossas ações e oferecem-nos, de volta, as reações conseqüentes.
Daí, o cuidado instintivo em não ferirmos a própria consciência, seja policiando atitudes ou selecionando palavras, para que vivamos em paz à frente dos semelhantes, assegurando tranqüilidade a nós mesmos.

- A serenidade não é jardim para os seus dias dourados. É suprimento de paz para as decepções de seu caminho;

- A calma não é harmonioso violino para as suas conversações agradáveis. É valor substancial para os seus entendimentos difíceis;

- A tolerância não é saboroso vinho para os seus minutos de camaradagem. É porta valiosa para que você demonstre boa-vontade, ante os companheiros menos evolvidos;

- É razoável estejamos sempre cautelosos a fim de não estendermos o mal ao caminho alheio;

- Use a coragem, sem abuso. O corajoso, em muitas ocasiões, é simples imprudente;

- Seja forte na luta de cada dia. Não olvide, contudo, que muitos companheiros valentes são suicidas inconseqüentes;

- Atenda à afabilidade e à doçura em seu caminho. Não perca, porém, o seu tempo em conversas inúteis;

- Quantas sugestões infelizes teremos coagulado no cérebro dos entes amados, predispondo-os à enfermidade ou à delinquência com as nossas frases irrefletidas! Quantos gestos lamentáveis terão vindo à luz, arrancados da sombra por nossas observações vinagrosas!

-Precatemo-nos contra semelhantes calamidades que se nos instalam nas tarefas do dia-a-dia, quase sempre sem que venhamos a perceber. Esqueçamos ofensas, discórdias, angústias e trevas, para que a raiz da amargura não encontre clima propício no campo em que atuamos.

- Todos necessitamos de felicidade e paz; entretanto, felicidade e paz solicitam amor e renovação, tanto quanto o progresso e a vida pedem trabalho harmonioso e benção de sol.”

A Emmanuel e André Luiz, donos das palavras acima, agradeço do fundo de minha alma, a chance que tive de aprender com meus erros, graças aos seus esclarecimentos tão bem colocados nos momentos oportunos.
Que todos nós possamos equilibrar nossa justiça, subtraindo-lhe as inclinações para a vingança. Que possamos manter a calma e serenidade nos momentos mais difíceis de nossa vida. E podemos ter a certeza que o mundo melhor, será feito pelos brandos.


Helba Otoni

7 de nov. de 2009

PRINCE, VOCÊ VAI MORAR NO MEU CORAÇÃO













Querida Prince, só hoje estou tendo coragem e forças para te escrever. Tem exatos 09 dias que você se foi e fiquei aqui com o coração em frangalhos. Você faz muita falta, sinto saudades, sinto falta do seu cheiro, de seus olhos meigos a me olhar expressando que me amava. Sim, eu via em seus olhos que me amava.

Flor, seu cantinho ao lado da janela continua lá!  Você adorava ficar na janela só para bisbilhotar o movimento da rua. Inclusive, ver o vidro   sem as manchas de embaço que você provocava não tem graça. Também, moço que recolhe o lixo perguntou cadê você, pois ele sentiu falta de sua implicância. Só consegui dizer  que você partiu.

É mesmo né Prince, foi tão rápida sua partida que as vezes me surpreendo com a velocidade com que as coisas foram acontecendo. Em menos de 6 dias tudo aconteceu e fiquei sem você, e, para quem fazia planos e promessas de ficar contigo até o ultimo dia da sua vida, ou da minha, me sinto uma ordinária com este prazo absurdamente curto que passamos juntas, mas, que foi o suficiente para te amar de mais. Desculpe não ter cumprido a promessa Prince, desculpe.


Flor, usando o bom senso, como aconselhou -me Rita, você esta em um lugar muito melhor do que estava aqui. Mas, não quero ter bom senso, a dor e saudade que sinto de você não deixam eu ter bom senso, quero que o bom senso vá às favas. Sei que você estava estranhando nossa nova rotina, nossos passeios cada vez mais raros, passando o dia, quase todo a sós, e ainda por cima recentemente perdemos o convívio diário com a doce D. Roza e o amável Sr. Pedro. Foi uma perda grande, eu sei.

Sabe Prince, quando tenho um pouco de sossego na mente, eu começo a refletir o porque de nossa separação. Muita coisa passa pela minha cabeça, aí penso: será que vou bater a caçuleta em breve, e Deus, como é sempre bom, já foi logo providenciando um novo lar para você, pois se eu empacoto com você ainda morando aqui, Netto passaria uns bons apertos para cuidar de ti , e sua vida não seria legal. Ou, será que vou me ausentar por um longo período para um lugar onde seria proibido te levar? O que o futuro nos reserva Prince? Porque separamos? E penso outra hipótese também: Sua partida deve ter sido um tipo de merecimento e progresso para você, minha flor. É! Você é que deve ter sido merecedora de um lar melhor, eu sei que nos últimos meses tivemos bruscas mudanças que não nos deixou escolha e você foi a que mais sentiu, devido a falta de condição de te explicar o porque de tantas mudanças. Deus deve ter visto sua agonia, e deu ordens para que a logística celestial conseguisse um novo lar para você, nos mesmos moldes que tinha antes. Como a logística celestial é prefeita, apareceu Juliana, com muito amor, paciência e dedicação para te adotar. Acho que deve ser esta a razão - tomara.


A Juliana, sua nova dona é muito paciente, coitada, vem agüentando meu chororô com muita generosidade. Ela me escreve sempre para me contar de sua nova vida, me manda fotos, me atende por telefone com muita paciência. Ela me conta que você continua adorando um sofá na hora das novelas, que é amorosa com o César, que esta sendo uma boa mocinha com o outro cachorro da casa, que continua a brincar com aquela bolinha velha horrível, que dorme com a cobertinha que mandei, e o melhor de tudo: você voltou a ter companhia o tempo todo, que é o que você mais gosta né? Todas as vezes que nos falamos, seja por telefone ou e-mail mando para você muitos beijos estalados viu? Tenho espaçado mais os e-mail e telefonemas, não porque estou te esquecendo, mas para não amolar muito, mas no fundo de minha alma, confesso que se pudesse ligaria todos os dias, mas não posso fazer isto.


Querida, já nem lembramos mais das mordidas viu? Sei que não nos mordeu, foi apenas um pedido de atenção um pouco mais evidente, para dizer que você sentia nossa falta. Já passou, já sarou.
Falando em falta, queria tanto saber se sente minha falta, se ainda lembra de mim. Sei que Juliana esta se esforçando para que seus hábitos e mimos não mudem muito, que você possa adaptar o mais breve possível, mas, e aquele carinho que trocávamos quando estávamos tomando sol, viajando, lendo, caminhando, e tantos outros momentos inesquecíveis.  Você lembra destes momentos Prince?
Hoje, gostaria de não ter lido o livro do veterinário Dr. Marcel Benedetti, gostaria de não ter sabido as coisas que hoje sei sobre o amor dos animais. Queria ser ignorante ainda mais do que sou, e pensar que cachorro é só um cachorro, que é só arrumar outro e pronto. Não, mas não penso assim, só eu sei o que vivemos juntas, só eu vi seu olhar para mim, só eu sei a saudade que sinto de você. Tenho fé no futuro, sei que esta vida é só um pingo do que temos pela frente, é o que me consola e me faz esperar.


Te adoro, e como tudo passa, quando esta dor passar, vai ficar apenas as ótimas lembranças de nós duas, que estão guardadas em minha mente, coração, fotos, dvds, orkut, blog etc, etc....

Te amo minha adorada cadela Prince

Comporte-se, saudades mil.


Helba


21 de jun. de 2009

UM MOMENTO CÔMICO, PARA TRATAR DE ALGO SÉRIO: ARROGÂNCIA. REFLITA



No Curso de Medicina, o professor se dirige ao aluno e pergunta:

-Quantos rins nós temos?
-Quatro! - Responde o aluno.
-Quatro? - Replica o professor, arrogante, daqueles que sentem prazer em tripudiar sobre os erros dos alunos.
-Traga um feixe de capim, pois temos um asno na sala.. - ordena o professor a seu auxiliar.
-E para mim um cafezinho! - Replicou o aluno ao auxiliar do mestre.

O professor ficou irado e expulsou o aluno da sala. O aluno era, entretanto, o humorista Aparício Torelly Aporelly* (1895-1971), mais conhecido como o 'Barão de Itararé'.

Ao sair da sala, o aluno ainda teve a audácia de corrigir o furioso mestre:

-O senhor me perguntou quantos rins 'nós temos'.. 'Nós' temos quatro: dois meus e dois seus. 'Nós' é uma expressão usada para o plural. Tenha um bom apetite e delicie-se com o capim.
E haja capim!!!



Mas, de todas as pérolas ditas pelo Barão, a minha preferida, que amo, que sempre faço uso e, traduz tudo o que penso do nosso chefe maior:
''Queres conhecer o Inácio, coloca-o num palácio''.

décadas atrás ele escreveu, profético o Barão hem ? Só vocês que se deixaram iludir, e por duas vezes !!!! Acorda gente !!!





*Apparício Torelly, (o "Barão de Itararé), que também usou o pseudônimo de "Apporelly", era gaúcho de Rio Grande, nascido em 29/01/1895. Estudou medicina, sem chegar a terminar o curso, e já era conhecido quando veio para o Rio fazer parte do jornal O Globo, e depois de A Manhã, de Mário Rodrigues, um temido e desabusado panfletário. Logo depois lançou um jornal autônomo, com o nome de "A Manha". Teve tanto sucesso que seu jornal sobreviveu ao que parodiava. Editou, também, o "Almanhaque — o Almanaque d'A Manha". Faleceu no Rio de Janeiro em 27/11/71. O "herói de dois séculos", como se intitulava, é um dos maiores nomes do humorismo nacional. Extraído de "Máximas e Mínimas do Barão de Itararé", Distribuidora Record de Serviços de Imprensa - Rio de Janeiro, 1985, págs. 27 e 28, coletânea organizada por Afonso Félix de Souza.
Colaboração de meu amigo Rogério, o melhor professor de tênis de Sumaré - SP

27 de jun. de 2008

Claudemir: Merece primeira página

Helba,

Como sempre, excelente seu artigo sobre nossa já eterna primeira-dama.
Dona Ruth realmente sempre nos representou com uma classe e elegância, que nos enchia de orgulho. Recebida, juntamente com o nosso presidente Fernando Henrique por monarcas, presidentes e primeiros ministros das maiores nações do mundo, a mulher esbanjava classe e elegância. Como se não bastasse todos aqueles adjetivos com os quais você a distinguiu, sobrava cultura, erudição, bondade, solidarismo, coisas raras nos dias atuais.
Lembro-me, quando tivemos que engolir aquele sapo barbudo no início de seu mandato, desabafei: “A ralé se instala no palácio!” Realmente, que guinada, sai Fernando Henrique e Dona Ruth, e vem a dupla Lula/Marisa. Na granja do Torto, muita cachaça, camisa aberta, barriga de fora...
Dona Marisa, tão logo assumiu o cargo de “primeira dama”, anunciou que faria uma reforma na decoração do palácio para dar o seu “toque pessoal” (???) Valha me Deus!! Minha mulher brincou: Certamente fará um crediário nas Lojas Marabrás... Ela deve ter acertado no quesito “Lojas Marabrás”, mas errou no aspecto “crediário”, pois com certeza foi usado o cartão corporativo.
Enfim, Dona Ruth certamente fará muita falta, como também esta fazendo falta nosso FHC.
Tende piedade de nós, Senhor!

25 de jun. de 2008

Dona Ruth Cardoso, muito prazer

Dona Ruth Cardoso, A Senhora não me conheceu, nem nunca ouviu falar de mim mas, não importa o fato de meras apresentações não terem existido. Apresento-me agora: Prazer, Helba. Permita-me lhe dirigir algumas palavras, agora que tenho grandes chances de ser ouvida pela Senhora.

Sempre fui sua fã. Acompanhei de perto a posição que ocupava como primeira dama de nosso país, e digo que ainda não conheci nenhuma outra mulher de presidente com calibre igual ao seu. Calibre grosso tenho dito, pois passa pelo charme, coerência, finura, lisura, classe, beleza, intelectualidade, serenidade e etc., etc., etc. Admita que são muitos predicados para uma só mulher, e pelo andar da carruagem das eleições para 2010, a Senhora ainda ficará no podium por muito tempo.

Sei que a Senhora não gostava desta coisa de primeira dama, mas, Dona Ruth, é importante para nós sabermos que o dirigente maior do país, possui ao seu lado, alguém de classe e inteligência aguçada para ajudar nas decisões e ocasiões importantes. Sempre soube que FHC a consultava nas horas de decisões difíceis e também soube da sua importância na gestão presidencial de seu marido. A Senhora nunca foi, e passou longe de ter sido um adereço presidencial que apenas sorri e abana a mãozinha.

Após saber de seu desencarne na noite de 24 de junho de 2008, fiquei triste, mas acho que vais em uma boa hora. Está bravo continuar vivo por aqui. Está difícil ver as barbaridades chapas brancas enfiadas em nossas goelas. É triste ver nossas crianças e jovens a caminho de um futuro medíocre, para não dizer coisa mais feia. Sei que sempre trabalhou para que não fosse este o caminho, mas é difícil lutar contra todo um processo que foi sendo arquitetado para a alienação, servidão, assistencialismo e dependência das próximas gerações. É mais fácil controlar pessoas assim né?
Não devia ser fácil para a Senhora, presenciar tão de perto estas horripilantes manobras.

Dona Ruth, nestas primeiras horas de seu desencarne, sei que uma perturbação natural lhe acomete, deve estar meio sem saber o que houve, mas a perturbação é necessária e passa logo. Em breve vai ser amparada, guiada e esclarecida por amigos elevados, como a Senhora, que já se foram para o outro lado. Não tem como dar certeza, devido a enormes possibilidades de situações, mas, considerando sua postura, cultura e passado, é bem provável que em breve serás levada para um local esclarecedor onde tudo fará sentido. Faça uma força para ali ficar e não pensar em nós que aqui ficamos. O Senhor FHC com certeza vai sofrer muito, pois perder uma companheira de 50 e tantos anos de convivência não é coisa fácil, mas imagine que quanto mais rápido se adaptar e entender, mais rápido poderá ajudá-lo.

Olha, vá com Deus. Siga o rumo inevitável do ciclo da vida, e em breve, quem sabe, mande-nos notícias do lado de lá. Não nos deixe muito tempo sem suas posições firmes sobre as melhores opções de vida para nós brasileiros.

uma fã

Helba

25 de mai. de 2008

GUGA FOREVER

Foi com grande amor e emoção que assisti a ultima partida profissional de tênis de Guga. Chorei, confesso que não consegui segurar o choro ao ver a plateia fazendo onda humana para homenagear nosso brasileiro, antes do ultimo metpoint - mesmo não sendo metpoint a nosso favor - aquilo foi bom de mais de ver. A emoção tomou conta de mim e chorei de soluçar. Eu não estava só, pelo canto do olho vi lágrimas discretas saindo dos olhos de Netto.
Antes do jogo rezei para que o Alto pudesse ser generoso com nosso menino Guga. Pedi com muita força e fé para que ele pudesse jogar bem e ganhar. Ele não ganhou, mas não perdeu assim tão feio. Foi guerreiro, e várias vezes soltava umas bombas de esquerda , de direita lá no fundinho da quadra, fazendo o Paul parecer um limpador de parabrisa em funcionamento. Duas curtinhas rente a rede também foram maravilhosas de se ver. Pena que não foi o suficiente para ganhar o jogo, mas o bastante para me deixar extasiada, maravilhada e cada vez mais amante do tênis. Pela reação dos comentaristas da ESPN Brasil, o êxtase não era só meu. Muitos e-mails chegaram na redação narrando choros e homenagens a Guga. Foi muito emocionante ver Guga ganhar como lembrança um pedaço da quadra central, vê-lo sendo aplaudido de pé por centenas de franceses, alguns poucos brasileiros e outros poucos estrangeiros que lotaram a quadra para assistir ao show de Guga. Parecia que o francês na quadra era Guga. O pobre do vencedor Paul-Henri Mathieu, após o termino do jogo, ficou no canto, só olhando e pensando o que era aquilo com seus compatriotas reverenciando o cara vermelho e cabeludo que perdeu 3 sets de uma só vez. Não demorou muito, Paul-Henri Mathieu voltou a si, até muito simpático e lembrou que ali estava um tri-camepão de Roland Garros.
Guga, você foi de mais nas quadras e fora delas.
Dedico esta postagem a todos os meus queridos amigos tenistas que deixei em Sumaré. Foi com eles que aprendi a amar tênis.
-Cristina, minha companheira de quadra às 07:00 da madruga. Jogar contigo sempre foi um prazer. Você sabe como poucas as boas maneiras dentro da quadra;
- Rogério, obrigada pelas aulas. Obrigada pela paciência em tentar colocar em minha cabeça os fundamentos do tênis. Não me graduei com louvor nas suas aulas, mas dou minhas raquetadas. O seu deslocar na quadra é algo bonito de se ver. Netto costuma dizer que ao jogar contigo, só chove na parte da quadra que ele esta. Você sempre sai seco e ele molhado de suor de tanto correr como um louco atras de sua bola. O choro é livre Netto;
- Lizandra, saudades de ver você jogar e socar a homaiada* (*lá em Minas se fala assim quando queremos dizer todos ou diversos homens);
- Jura, companheira de dupla. Me lembro bem de nossas trocas de pancadas e eternos 40 iguais. Depois, sempre uma pretinha alegrava nossa tarde. Para você uma, para mim umas 4 estava bom para começar.
- Sérgio, meu eterno torcedor e defensor. Nunca esqueci sua torcida e defesa em minhas partidas mais acirradas e polêmicas do ranking. Como vai seu facão? Afiado? E seu tomarroc na paralela? Jogar com você não pode ser com raquete, tem que ser com um enxadão para desenterrar a bola.
- Ricardo, você foi o primeiro a ver que minha esquerda era medíocre. Eu disfarçava bem, mas você perspicaz viu e ensinou a Cris só mandar na minha esquerda. A danada seguiu seu conselho e daí virei freguesa.
- Senhor Zé. Obrigada pela quadra sempre limpa, varrida e molhada. Obrigada por deixar a área do tênis sempre organizada, dentro do seu possível e alcance. Saudades viu?

5 de mai. de 2008

Gelaaaaaaaaada !!!!!!!!!!

COMO GELAR BEM RAPIDINHO A DANADA

Com certeza você já passou por uma situação onde não possuía bebida gelada e precisava delas em poucos instantes.

Para isso vai uma dica de como gelar suas bebidas em mais ou menos 5 minutos utilizando como fonte principal o gelo.

Você precisará de:
Um recipiente (isopor, caixa térmica, balde e etc.)
Gelo (em cubos)
Sal (de cozinha ou preferencialmente grosso)
Álcool

Agora é só colocar as latas ou garrafas envolvidas no gelo em cubos, como tradicionalmente você faz. Adicione sal preferencialmente grosso (por volta de 200g por cada 10 latas) e álcool (400ml por cada 10 latas). Para baratear o processo, você poderá não fazer uso do álcool.

As bebidas ficarão estupidamente geladas em 5 minutos ou menos.

Tudo isso acontece devido às propriedades coligativas do conjunto. Uma solução de sal e água tem um ponto de fusão (congelamento) menor do que a água pura, que é de 0 graus Célsius. Quando se coloca sal em um gelo formado por água pura diminui-se o ponto de fusão, logo, não consegue ficar congelada. O gelo derrete, mas o processo de derretimento do gelo é um processo endotérmico, ou seja, absorve calor do meio para poder ocorrer. Uma vez que o gelo é derretido pela adição do sal, este processo rouba calor do meio externo, fazendo com que a temperatura do recipiente diminua abaixo de zero. Ela pode chegar a -19°C.

Resumindo: o sal funciona como um elemento que faz com que o gelo tenha um derretimento mais rápido, com uma velocidade de retirar energia do sistema (no caso, o da bebida) também aumentada.

O álcool tem a mesma função do sal, formando uma solução de álcool em água, que tem um ponto de congelamento muito abaixo de zero. Mas o sal acaba saindo bem mais barato e com maior eficiência: cada par iônico de cloreto de sódio equivale a duas moléculas de etanol neste processo. Desta forma aproximadamente 30 g de sal equivalem a 65 mL de etanol, para que seja observado o mesmo efeito.

30 de abr. de 2008

Claudemir, seu comentário BAGUNCRACIA merece primeira página !!

BAGUNCRACIA

Por Claudemir. Amigo, e colaborador deste blog

“Ditadura é você mandar em mim, democracia é eu mandar em você”, definição de acordo com Millor Fernandes. E mais: “Negociata é todo bom negócio para o qual não fomos convidados”, isso na definição do Barão de Itararé.
Essas frases me fazem lembrar do nosso presidente (que Deus nos perdoe) Lula e também do PT, que sempre reivindicaram, com absoluta exclusividade, o título de campeões da decência, da moralidade e da honestidade. Lutaram bravamente contra a ditadura e contra a corrupção.
Também me incluo nesse balaio mal cheiroso que você citou, Helba, embora, da mesma forma, não faço parte dessa massa que aprova esse governo de escândalos e descalabros.
Desde que você escreveu seu artigo, a popularidade de Lula aumentou, aliás, subindo pela gangorra, com a mesma rapidez que desce, na outra ponta, a nossa esperança. E é, embalado nessas pesquisas que, podemos ter certeza, haverá movimento para uma emenda constitucional e vamos ter que engolir o terceiro mandato desse cidadão. Quem era contra a ditadura mesmo??? Ah, é verdade, democracia é eu mandar em você.

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Claudemir, lá no OPINAR AQUI do texto "a cada um, a sua obra" seus comentários estão na integra. Aqui na primeira página, coloquei só o da BAGUNCRACIA - Primeiro que é muito bom, bom mesmo !!! Segundo é que o caso Isabela, para mim, ainda não acabou. Há mais coisas que virão a tona. Proponho aqui um debate sobre o que escreveu (para quem desejar ler, esta na integra no OPINAR AQUI). Para explicar melhor sobre o que penso do caso, envio-lhe um e-mail, que há muito escrevi a uma amigo. Lá, registrei minhas impressões sobre o assunto.
Obrigada pela colaboração e fique a vontade para escrever.

Helba

25 de abr. de 2008

Desigualdade das riquezas

Sem muita explicação de onde tirei o texto. No final informo.

A desigualdade das riquezas é um dos problemas que inutilmente se procurará resolver, desde que se considere apenas a vida atual. A primeira questão que se apresenta é esta: Por que não são igualmente ricos todos os homens? Não o são por uma razão muito simples: por não serem igualmente inteligentes, ativos e laboriosos para adquirir, nem sóbrios e previdentes para conservar. E, alias, ponto matematicamente demonstrado que a riqueza, repartida com igualdade, a cada um daria uma parcela mínima e insuficiente; que, supondo efetuada essa repartição, o equilíbrio em pouco tempo estaria desfeito, pela diversidade dos caracteres e das aptidões; que, supondo-a possível e durável, tendo cada um somente com que viver, o resultado seria o aniquilamento de todos os grandes trabalhos que concorrem para o progresso e para o bem-estar da Humanidade; que, admitido desse ela a cada um o necessário, já não haveria o aguilhão que impele os homens às grandes descobertas e aos empreendimentos úteis. Se Deus a concentra em certos pontos, é para que daí se expanda em quantidade suficiente, de acordo com as necessidades.
Admitido isso, pergunta-se por que Deus a concede a pessoas incapazes de fazê-la frutificar para o bem de todos. Ainda aí está uma prova da sabedoria e da bondade de Deus. Dando-lhe o livre-arbítrio, quis ele que o homem chegasse, por experiência própria, a distinguir o bem do mal e que a prática do primeiro resultasse de seus esforços e da sua vontade. Não deve o homem ser conduzido fatalmente ao bem, nem ao mal, sem o que não mais fora senão instrumento passivo e irresponsável como os animais. A riqueza é um meio de o experimentar moralmente. Mas, como, ao mesmo tempo, é poderoso meio de ação para o progresso, não quer Deus que ela permaneça longo tempo improdutiva, pelo que incessantemente a desloca. Cada um tem de possuí-la, para se exercitar em utilizá-la e demonstrar que uso sabe fazer dela. Sendo, no entanto, materialmente impossível que todos a possuam ao mesmo tempo, e acontecendo, além disso, que, se todos a possuíssem, ninguém trabalharia, com o que o melhoramento do planeta ficaria comprometido, cada um a possui por sua vez. Assim, um que não na tem hoje, já a teve ou terá noutra existência; outro, que agora a tem, talvez não na tenha amanhã. Há ricos e pobres, porque sendo Deus justo, como é, a cada um prescreve trabalhar a seu turno. A pobreza é, para os que a sofrem, a prova da paciência e da resignação; a riqueza é, para os outros, a prova da caridade e da abnegação.
Deploram-se, com razão, o péssimo uso que alguns fazem das suas riquezas, as ignóbeis paixões que a cobiça provoca, e pergunta-se: Deus será justo, dando-as a tais criaturas? E exato que, se o homem só tivesse uma única existência, nada justificaria semelhante repartição dos bens da Terra; se, entretanto, não tivermos em vista apenas a vida atual e, ao contrário, considerarmos o conjunto das existências, veremos que tudo se equilibra com justiça. Carece, pois, o pobre de motivo assim para acusar a Providência, como para invejar os ricos e estes para se glorificarem do que possuem. Se abusam, não será com decretos ou leis suntuárias que se remediará o mal. As leis podem, de momento, mudar o exterior, mas não logram mudar o coração; daí vem serem elas de duração efêmera e quase sempre seguidas de uma reação mais desenfreada. A origem do mal reside no egoísmo e no orgulho: os abusos de toda espécie cessarão quando os homens se regerem pela lei da caridade.

TIRADO DO LIVRO: EVANGELHO SEGUNDO ESPIRITISMO. TEXTO MUITO ATUAL, MAS ESCRITO EM MEADOS DE 1867 POR ALAN KARDEK.